Larissa Viana
21 anos · Periferia em Movimento · Jardim Iporanga
Rede jovem pelo clima e pelo território
No extremo sul de São Paulo, onde resiste a Mata Atlântica e as nascentes que abastecem milhões de pessoas, uma rede jovem se recusa a ser invisível.
A rede é uma iniciativa socioambiental focada no fortalecimento, na escuta ativa e na articulação política de novas lideranças residentes em Áreas de Mananciais.
A rede
A Rede Território do Futuro, Saberes da Quebrada nasceu na Bauhinia como um projeto de escuta, formação e mobilização de juventudes periféricas e rurais do extremo sul de São Paulo, realizado com o apoio do Fundo Casa Socioambiental e da Ânima Brands.
A partir das vozes, demandas e saberes dos territórios, essa iniciativa se transformou em uma rede viva: um espaço de articulação entre coletivos, organizações, lideranças jovens e comunidades que atuam pela justiça climática, pelo direito à cidade, pela agroecologia e pela proteção dos mananciais e da Mata Atlântica.
Hoje, a rede fortalece autonomia, governança participativa e incidência política, conectando quem vive a realidade das Áreas de Proteção Ambiental às soluções construídas de forma coletiva. Ao longo desse caminho, 156 jovens já foram mobilizados diretamente na defesa de seus territórios.
Equipe jovem
21 anos · Periferia em Movimento · Jardim Iporanga
21 anos · Bauhinia Eco-Social · Jardim Cruzeiro
21 anos · Cooperpac · Jardim Shangrilá
23 anos · Confluentes · Cantinho do Céu
Eixos de atuação
Combate ao racismo ambiental priorizando populações vulneráveis. Apoiamos agricultores tradicionais de Parelheiros com agroecologia para visibilizar e promover uso sustentável da terra.
Promovemos espaços de escuta comunitária e articulação com tomadores de decisão para que o futuro de nossas comunidades sejam mais justos. Aprendemos com quem constrói e valorizamos conhecimento ancestral e o protagonismo da juventude.
Nossa voz, nosso território
Não é apenas mato, é Mata Atlântica viva.
Entre Socorro, Grajaú e Parelheiros, são as águas que representam este território. Mas o ar pesa. O calor agora chega ardente, entre as chuvas intensas que transbordam em enchentes e o tempo das secas severas, que esvaziam as fontes e o nosso abastecimento. Vemos o verde sendo coberto pelo cinza, enquanto o clima avisa: nossa Terra vem perdendo a vida.
O sol do meio-dia queima mais forte na pele da periferia.
A enchente não escolhe porta, mas sabe bem onde a infraestrutura silencia.
Não queremos apenas sobreviver, queremos viver. Exigimos dignidade e prosperidade: saneamento para todos, terra fértil no lugar do descarte, cultura viva nas ruas como expressão e arte.
Saúde para a mente, oportunidade e formação, e a Mata Atlântica viva, presente em nosso chão.
Nossa união é a ferramenta mais avançada que existe. É a comunidade que cuida, educa e resiste.
Queremos coletividade nas ruas, não só em notas e datas. Demandamos espaço: o microfone, a terra e o centro, pois a mudança real nasce de quem vive a luta por dentro.
Nossa voz não é ruído, é diagnóstico e solução. Não somos apenas números em uma pesquisa de opinião.
O amanhã é um mutirão.
Um futuro sem ausência, sem medo e sem preocupação. Sonhamos com uma comunidade segura, onde a juventude, junto aos seus ancestrais, seja a voz de cura desta estrutura.
Rede em movimento - quem faz parte













Território e urgência climática
As mudanças climáticas intensificam desigualdades históricas. No extremo sul, a falta de infraestrutura expõe a população a enchentes, deslizamentos e perdas agrícolas.
Jovens da periferia urbana e da zona rural se mobilizaram em bairros como Chácara Santo Amaro, Jardim Cruzeiro, Grajaú e Parelheiros para entender riscos, desafios e esperanças climáticas.
Escuta, formação e construção coletiva
Ao longo do projeto, a rede construiu espaços de diagnóstico territorial, formação política e elaboração coletiva de propostas para as áreas de mananciais.
Espaços colaborativos voltados para o mapeamento de desafios, gargalos estruturais e potencialidades socioambientais sob a perspectiva dos próprios jovens.
Encontros de capacitação em governança ambiental, políticas públicas e técnicas de incidência política e comunitária.
Rodas de conversa e dinâmicas de grupo estruturadas para a elaboração coletiva de propostas de conservação e melhorias estruturais para as áreas de mananciais.
Atividade de redação e consolidação de um documento político unificado, expressando o posicionamento e as reivindicações da juventude perante a sociedade e o poder público.
Uma agenda construída a partir da escuta nos territórios
Desejamos mutirões de plantio, criação de hortas comunitárias urbanas, limpeza e sistemas funcionais de reciclagem local.
Exigimos pavimentação adequada de vias, saneamento básico real contra contaminações e iluminação pública digna.
Criação de centros culturais, espaços seguros de lazer coletivo, suporte psicológico e cursos de formação profissional.
Fortalecimento de uma rede jovem de cuidado, defesa ecológica e participação social
Exposição Virtual
A exposição virtual amplia a memória do projeto e apresenta os territórios, as escutas e as narrativas que movem essa rede jovem no extremo sul de São Paulo.
Participe
Inscreva-se para participar da rede Território do Futuro, Saberes da Quebrada. Os dados enviados serão usados apenas para contato e comunicação sobre nossa rede.