O Projeto Matrizeiras nasceu com uma missão clara: mapear, proteger e multiplicar as árvores nativas do extremo sul da capital paulista. Atuando em sinergia com agricultores familiares e em Áreas de Proteção Ambiental (APAs), o projeto identifica árvores “matrizes” — exemplares saudáveis e vigorosos que servem como excelentes fontes de sementes para a produção de novas mudas e a regeneração do nosso ecossistema.
Muito mais do que catalogar espécies como a Copaíba, a Guaricana e o Tarumã, o projeto une a preservação ambiental à agricultura orgânica. Ao capacitar os produtores locais sobre o manejo de sementes e a produção de mudas, o Matrizeiras impulsiona a geração de renda extra para as famílias e fortalece a resiliência climática do nosso território.
A Rede de Matrizeiras: Uma comunidade de preservação
A força do projeto está nas pessoas. Para que a conservação aconteça na prática, criamos uma rede de engajamento comunitário onde cada pessoa pode assumir um papel fundamental no ciclo da vida das árvores:
Guardião e Guardiã: São as pessoas que acolhem as árvores em suas propriedades, sabem exatamente onde as matrizes estão mapeadas e abrem as portas para as equipes de coleta.
Coletor e Coletora: Voluntários e parceiros que, sozinhos ou em equipe, realizam a coleta responsável das sementes no tempo certo da natureza.
Beneficiador e Beneficiadora: Especialistas no cuidado pós-colheita. São eles que limpam, secam e processam as sementes, garantindo que estejam prontas para germinar.
Viveirista: Quem coloca a mão na terra! Instalam viveiros (do simples ao estruturado) para produzir as mudas a partir das sementes mapeadas pela rede.
Identificador e Identificadora: Os exploradores do projeto. Estão sempre atentos para mapear e registrar novas árvores matrizes no território.